terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Em todos os momentos surgem barcos em alto mar, barcos estes que nos trazem novidades, coisas que nunca foram desfrutadas por você. E pouco a pouco nos envolvemos com toda aquela grandiosidade do barco e resolvemos levantar ancora junto com ele, não que isso seja mal, mas chega momentos em que o barco vai longe demais e a terra firme sai do seu campo de visão.
Chega-se então o momento em que desejamos pular fora do barco antes mesmo que ele afunde ou até te faça esquecer do seu lugar, da sua terra firme. Com o tempo começamos a aprender e torna-se claro a realidade da precisão de entrar no barco, mas sempre manter visível e em constante contato com a terra firme; porque depois que entra, e ele te leva pro alto mar é difícil de sair. E talvez o pior este esteja no momento em que você consegue sair, vai pro mar e o mar é bravo, e tudo se complica porque você se ver sem a “proteção” do barco e a terra firme está parecendo longe demais pra ser alcançada. Esse mar está cheio de bóias, pra tentar que sabe te ajudar, mas essas bóias são fracas, e ela pode até ter saído do navio, mas não se pode perder o foco, tem que chegar na terra, se não vai passar a vida entrando e saindo do mesmo barco e não modificando nada no percurso dele e o dia que ele naufragar, você vai junto e no fundo. Porque querendo ou não ele só PARECE seguro, mas ele está em alto mar e corre o risco de naufragar e dentro dele naufragando é mais difícil salvar sua vida. Então, quando a gente está no mar, só está esperando uma bóia do navio, pra a gente voltar pra dentro porque sempre julgamos aquilo ser o melhor pra nós. Contudo, o que realmente precisamos é chegar na terra firme. E por isso nadamos e enfim chegamos, mas chegarmos cansados, fadigados, precisando descansar, refletir principalmente se devemos ou não pegar outro barco, mas a tendência de nossas vidas, é entrar em barcos mesmo que tenha que sair depois, mesmo sabendo que é difícil deixar o barco. Entretanto a sobrevivência em terra firme é o necessário, pois ela é que nos dá a segurança, uma segurança constante, uma segurança que bóias e barcos não serão suficientes e o cuidado de saber que naquele lugar tudo que lhe for necessário será suprido.

By: Suh Forte e Nathi Lima

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